Comissão do Senado quer analisar hoje a reforma trabalhista
Última Comissão de Assuntos Econômicos determinou votação da Reforma mas terminou em confusão A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado colocou na pauta de votação da terça-feira o projeto de reforma trabalhista. O projeto será o primeira na lista de votações agendadas para o dia. Na última terça-feira (23), o presidente do colegiado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) deu como lido o relatório de Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e concedeu vista coletiva do projeto, permitindo que a votação aconteça nesta terça. A medida causou confusão na sessão, que terminou em empurrões e agressões verbais entre os senadores. Segundo Jereissati, os senadores que se opunham à leitura do relatório agiram de “maneira agressiva” e afirma que até mesmo o microfone da presidência foi arrancado da mesa. O presidente disse ainda que “temeu pela sua segurança física” e precisou se abrigar na sala da secretaria da comissão. Oposição Do outro lado, os senadores contrários à proposta acusam os governistas de tentar “tratorar” a oposição. As senadoras Gleisi Hoffman (PT-PR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentaram na última quinta-feira questões de ordem contra o andamento do projeto da reforma trabalhista. Para Gleisi, não houve pedido de vista antes do encerramento da reunião. Ela alega também que o presidente da CAE descumpriu o regimento ao dar como lido um relatório que não havia sido previamente distribuído para os senadores e avaliou que houve fraude nas notas taquigráficas e na ata da reunião. A senadora pediu a apuração dos fatos narrados, a suspensão da tramitação do projeto de lei e a anulação da reunião. Já Vanessa Grazziotin pediu que a Mesa do Senado determine à CAE o envio do projeto para analisar a anexação de outras propostas que tratam de mudanças na CLT. Segundo Vanessa, o presidente da CAE não aceitou requerimento de sua autoria que solicitava encaminhamento para a Mesa e também estaria violando o regimento. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, informou que decidirá sobre as questões de ordem posteriormente. Proposta Com 74 páginas, o relatório de Ferraço é favorável ao texto aprovado na Câmara dos Deputados, rejeita as 193 emendas apresentadas no Senado e sugere que algumas partes sejam vetadas pela Presidência da República ou reformuladas por meio de medida provisória. O próprio relator poderia retirar essas partes do texto, mas, com isso, o projeto teria de retornar para nova avaliação dos deputados federais. As sugestões de veto tratam dos seguintes temas: gestante e lactante em ambiente insalubre; serviço extraordinário da mulher; acordo individual para jornada 12 por 36; trabalho intermitente; representantes de empregados e negociação do intervalo intrajornada. (Com Agência Senado)
Temidos por muitos, oficiais de Justiça relatam os desafios no trabalho
Por Ana Tereza Motta Eles são considerados os mensageiros das notícias ruins, mas na verdade o trabalho dos oficiais de justiça vai além das intimações. “É apenas um pensamento equivocado porque na verdade não tem nada mais humano do que um oficial cumprindo uma ordem judicial tratando com pessoas”, afirma Vanderson Oliveira, 41 anos, oficial da Justiça Federal. Para ser oficial de justiça, é necessário ser bacharel em direito e ser aprovado em concurso público. Na Justiça Federal, são cerca de 50 profissionais que cumprem mandados em Curitiba e região metropolitana. As atividades se dividem em dois grupos: a comunicação processual, que são as notificações, intimações e citações; e as execuções em geral, como reintegração ou imissão de posse, além de busca e apreensão. Eles não têm horário fixo, porém o trabalho se estende nos fim de semana e à noite. A oficial de justiça Fabiana Cruz, 43, considera a flexibilidade de horário um ponto positivo da profissão. “Permite que eu desempenhe outras tarefas que eu tenho como mãe, o ‘leva e traz dos filhos na escola. Eu consigo na maioria das vezes encaixar essa rotina”. Direito de defesa A mudança no Código de Processo Civil em 2015 alterou algumas atribuições do oficial de justiça. Anteriormente eles procuravam o indivíduo três vezes, em dias diferentes, para entregar a citação ou intimação. Agora se a pessoa não for encontrada em duas vezes, já pode designar a citação por hora certa, ou seja com dia e horário marcado. Intervir no patrimônio de pessoas com pouco recurso entristece Marcelo. Foto: Lineu Filho Outra mudança é que a avaliação dos bens móveis e imóveis deve ser feita pelo oficial de justiça. Além disso, o profissional atua como um dispositivo de pacificação social, fazendo propostas de acordo e atuando como conciliador. Julio Berbert Junior, 49, afirma que a maioria das pessoas que recebem os atos processuais não têm orientação jurídica. “Elas não sabem como agir, como proceder, por isso talvez elas tenham tanto medo do oficial de justiça. Cabe a nós orientá-los e esse é nosso papel social também”, ressalta. O oficial de justiça também é responsável pela constatação socioeconômica, ou seja, avaliar as condições das pessoas para que recebam alguns benefícios. Para o oficial da Justiça do Trabalho Marcelo Freitas, 50, essas situações mexem com a emoção. “Intervir no patrimônio de pessoas com pouco recurso é a parte que mais me entristece”, afirma. Coragem é pré-requisito! Para cumprir os mandados, o oficial de justiça utiliza o próprio veículo. Normalmente, os profissionais vão sozinhos a lugares que não conhecem, sem nenhum suporte de segurança. Como eles não têm porte de armas, a periculosidade é um dos fatores negativos da profissão. “Você se sente desprotegido e vulnerável, essa é uma das partes que eu menos gosto”, desabafa Vanderson. Fabiana trabalha como oficial de Justiça há 18 anos e já chegou a levar os filhos junto. “Eu não tinha como me desfazer do bebê para cumprir o mandado e me negar a cumprir o mandado porque tinha um bebê. Aconteceu inúmeras vezes em diligências de ter que levar meu filho porque não sabia quantas horas eu ia demorar”, relata. Às vezes o trabalho exige que eles se desloquem a lugares de difícil acesso. Fabiana teve essa experiência quando trabalhou nas ilhas da região de Paranaguá e teve que se deslocar de barco até o destino. “Você vai de barco até Guaraqueçaba, de Guaraqueçaba você precisa ir numa região que fica dentro da mata e tem que se deslocar de jipe ou contar com apoio do Ibama para você poder chegar no indivíduo e entregar para ele a notícia que o juiz está determinando”, explica Fabiana. É o bicho! Júlio Berbert Junior, 49 anos, é oficial da Justiça Federal há 18 anos e conta que numa diligência seu colega foi enganado por um papagaio. “Quando ele bateu na casa, uma ‘vozinha’ lá no fundo disse: entra. Ele entrou e quando olhou para cima era um papagaio”. Fabiana teve que pular um muro para não ser mordida por cachorro. Ela entrou e viu dois pastores alemães correndo em sua direção. “Eu corri no sentido contrário e tive que pular o portão para me proteger do ataque dos cachorros. O mandado voou pra dentro da propriedade, mas dessa vez não fui atacada”, relata.
Tem início o III Encontro Regional dos Oficiais de Justiça da Região Sul
Ocorreu ontem a primeira palestra do III Encontro Regional dos Oficiais de Justiça Federais da Região Sul. O tema abordado foi Segurança Pessoal e Condutas Preventivas para Oficiais de Justiça. A palestra ocorreu no plenário do TRF4 e contou com a presença dos representantes dos tribunais, dos presidentes da ASSOJAFS da Região Sul e o presidente da FENASSOJAF. Dezenas de colegas estivarem presentes e milhares assistiram pelo You Tube e pelo link divulgado pelo TRF4. O encontro teve início às 14h. Ao abrir os trabalhos o presidente da ASSOJAF, Eduardo Virtuoso, agradeceu aos tribunais pelo amplo apoio dado e especialmente ao TRF4 por ter colocado sua estrutura a disposição das ASSOJAFS, saudou os colegas presentes que os que assistiram a distância. Virtuoso destacou que para viabilizar o evento houve o envolvimento de várias áreas do TRF4, tais como Recursos Humanos, Cerimonial, DIGOP e a Divisão de Áudio e Vídeo, área técnica do tribunal, que foi incansável na estruturação do encontro. Ressalte-se, que o evento só se viabilizou por ter tido amplo apoio da Presidência bem como da Direção Geral do TRF4 que desde os primeiros contatos autorizaram e estimularam a realização do encontro. Destacou, também, o apoio dado pelo TRT4, que também apoiou a iniciativa desde os primeiros contatos com a Presidência, Direção Geral, Diretor da Área de Recursos Humanos e especialmente da área de capacitação a distância. Na sequência Barbara S. Casaleti, representante do TRT4 e Diretora Geral do Tribunal, fez um breve relato das ações do Tribunal na área de Capacitação voltadas aos Oficiais de Justiça, bem como elencou novas iniciativas como a contratação de novos cursos voltados a formação dos Oficiais. Destacou, também, que em sua visão a parceria com a ASSOJAF tem dado certo e que está sempre a disposição para receber sugestões e para iniciativas conjuntas, bem como mencionou Resoluções do CNJ e CSJT sobre Capacitação. Em seguida, Marcelo Ortiz, presidente da FENASSOJAF, parabenizou as ASSOJAFS pela iniciativa do evento, bem como agradeceu as administrações dos tribunais pelo apoio. Logo após, Luiz Zappa, presidente da ASSOJAF PR, também agradeceu aos Tribunais pelo apoio dado ao encontro. Destacou que a iniciativa proporcionará que colegas de todo o Brasil, principalmente do interior, tenham acesso a conteúdos, permanecendo atualizados, tudo a um custo reduzido e em parceria com os tribunais. Finalizando a abertura do encontro o Presidente do TRF4, Desembargador Federal Luiz Fernando Wowk Penteado deu as boas vindas aos presentes, disse que desde a primeira reunião com os representantes das entidades apoiou a iniciativa, pois percebeu a oportunidade de qualificar estes profissionais que são indispensáveis na função jurisdicional exercida pelo Estado. Destacou a importância do trabalho dos Oficiais de Justiça na atividade jurisdicional, pois estes são a extensão da mão do juiz. Encerrando, Penteado desejou a todos um bom encontro. Em seguida Virtuoso finalizou a cerimônia de abertura e chamou o palestrante. Após a palestras foram respondidas perguntas efetuadas por colegas de outros estados e do Rio Grande do Sul. Ao final Ortiz, novamente com a palavra fez um breve relato das iniciativas da FENASSOJAJ, bem como conclamou os oficiais de justiça a unirem-se em torno dos objetivos comuns e convidou a todos para participarem do próximo CONOJAF, previsto para acontecer em setembro na cidade de São Paulo. Logo após Zappa, em sua manifestação final, novamente agradeceu as administrações dos tribunais e a todos os oficiais que prestigiaram o encontro. Finalizando os trabalhos do primeiro dia Virtuoso reiterou os agradecimentos aos tribunais, aos oficiais de todo o Brasil que prestigiaram o evento e convidou a todos a assistirem as palestras do segundo dia do encontro, que serão geradas diretamente da cidade de Curitiba. Lembrou que as palestras poderão ser assistidas no mesmo local, onde haverá um telão ou através do link já divulgado. Mais fotos:
Amanhã inicia o III Encontro Regional dos Oficiais de Justiça: Saiba como assistir o evento online
Lembrando que amanhã, 4, inicia o III Encontro Regional dos Oficiais de Justiça, que ocorrerá em Porto Alegre e Curitiba simultaneamente. Para acompanhar os dois dias de evento em tempo real, acesse o link: http://tela.trf4.jus.br/live/5/watch. (o link só estará ativo 01 hora antes do início do evento) Serão realizadas palestras presenciais e por videoconferência durante duas tardes. Conforme programação ora enviada, no dia 04.05 acontecerá uma palestra na cidade de Porto Alegre, cujo tema é SEGURANÇA PESSOAL E CONDUTAS PREVENTIVAS PARA OS OFICIAIS DE JUSTIÇA. Trata-se de um tema atual que interessa a todos os oficiais de justiça da capital e interior, mormente no momento que estamos vivendo com a crise da segurança instalada em nosso meio. Daí a importância do tema. Serão abordados assuntos como o planejamento das diligências, do risco, segurança e defesa pessoal, entre outros. Após a palestra, será aberto um espaço para questionamentos. As palestras do dia seguinte acontecerão na cidade de Curitiba e poderão ser assistidas no plenário do TRF4 na cidade de Porto Alegre. Portanto, todos poderão assistir NO PLENÁRIO DO TRF4, presencialmente, à palestra do dia 04.05 e via STREAMING à palestra que será transmitida de Curitiba. DAS INSCRIÇÕES Somente deverão efetuar inscrições os colegas que optarem por assistir as palestras dos dias 04.05 e 05.05 no TRF4, presencialmente, isso porque o número de lugares no local é limitado (90). Assim, todos os colegas poderão optar quanto ao modo que assistirão às palestras, ou seja, mesmo estando lotado no interior, qualquer colega, querendo, poderá assistir às palestras dos dois dias em Porto Alegre. Não haverá reembolso de despesas com locomoção ou pagamento de diárias.
III Encontro Regional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais da Região Sul
Temos a satisfação de informar que será realizado entre os dias 04 e 05.05.2017, nas cidades de Porto Alegre e Curitiba, o III ENCONTRO REGIONAL DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA AVALIADORES FEDERAIS DA REGIÃO SUL, uma iniciativa das ASSOJAFS do RS e PR, com apoio do TRT4, TRF4, TRT9, JFPR E FENASSOJAF. Estamos tentando viabilizar a participação de colegas de Santa Catarina. Serão realizadas palestras presenciais e por videoconferência durante duas tardes. Conforme programação ora enviada, no dia 04.05 acontecerá uma palestra na cidade de Porto Alegre, cujo tema é SEGURANÇA PESSOAL E CONDUTAS PREVENTIVAS PARA OS OFICIAIS DE JUSTIÇA. Trata-se de um tema atual que interessa a todos os oficiais de justiça da capital e interior, mormente no momento que estamos vivendo com a crise da segurança instalada em nosso meio. Daí a importância do tema. Serão abordados assuntos como o planejamento das diligências, do risco, segurança e defesa pessoal, entre outros. Após a palestra, será aberto um espaço para questionamentos. As palestras do dia seguinte acontecerão na cidade de Curitiba e poderão ser assistidas no plenário do TRF4 na cidade de Porto Alegre. Portanto, todos poderão assistir NO PLENÁRIO DO TRF4, presencialmente, à palestra do dia 04.05 e via STREAMING à palestra que será transmitida de Curitiba. Outros temas que serão abordados também são de alto interesse para o oficialato, tais como O NOVO CPC E SUAS ALTERAÇÕES E INFLUÊNCIAS NO TRABALHO DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA e PERSPECTIVAS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Com esta iniciativa estamos avançando em um dos pontos do nosso programa de gestão, pois bem sabemos o risco que é estar na zona rural ou nas cidades, em lugares muitas vezes desconhecidos, em ambiente hostil, sozinhos cumprindo mandados. DAS INSCRIÇÕES Somente deverão efetuar inscrições os colegas que optarem por assistir as palestras dos dias 04.05 e 05.05 no TRF4, presencialmente, isso porque o número de lugares no local é limitado (90). Assim, todos os colegas poderão optar quanto ao modo que assistirão às palestras, ou seja, mesmo estando lotado no interior, qualquer colega, querendo, poderá assistir às palestras dos dois dias em Porto Alegre. Não haverá reembolso de despesas com locomoção ou pagamento de diárias. DA CERTIFICAÇÃO Serão 8 (oito) horas-aula. Como proceder: JUSTIÇA FEDERAL – A Seção de Desenvolvimento – Núcleo de Acompanhamento e Desenvolvimento Humano já contatou as seções judiciárias do interior para que disponibilizem um espaço para que os colegas assistam às palestras. No local haverá uma lista de presenças para fins de contabilização das horas do encontro no Adicional de Qualificação. Quanto aos colegas lotados na capital, estará disponibilizado o Plenário do TRF4 conforme já acima informado. No local, também haverá uma lista de presenças nos dois dias, também para fins de contabilização das horas do encontro no Adicional de Qualificação. JUSTIÇA DO TRABALHO – Os colegas que quiserem averbar as horas em seus assentos funcionais para fins de Adicional de Qualificação e que assistirão as palestras a distância, deverão enviar e-mail à ASSOJAF/RS, secretaria@assojafrs.org.br, declarando que assistiram às palestras (especificar o título do encontro, data e nome das palestras). A ASSOJAF emitirá um certificado e caberá ao interessado encaminhar o certificado ao TRT. Já os s colegas que assistirão às palestras no plenário do TRF4 deverão assinar uma lista de presenças e não precisarão enviar e-mail à ASSOJAF/RS, pois o certificado será emitido de acordo com a lista de presenças, também cabendo ao interessado efetuar o encaminhamento do certificado ao TRT. COMO ASSISTIR O TRT4 informará a todos os oficiais de justiça inscritos o link para acesso ao evento. A Seção de Desenvolvimento do TRF4 acima referida já fez o envio às seções judiciárias do interior. A ASSOJAF/RS informará o link a todos seus associados. Este também estará disponível no site. Lembrando: qualquer colega poderá acompanhar as palestras dos dois dias no plenário do TRF4. Para tanto, precisará efetuar a inscrição prévia mediante o envio de e-mail à ASSOJAF (sendo que somente nesta hipótese deverá ser efetuada inscrição prévia). Esta é uma republicação, com alterações, em relação ao publicado anteriormente sobre o mesmo assunto, ficando sem efeito a publicação anterior. Contamos com a valiosa participação de todos. Bom encontro. A DIREÇÃO
Iniciativas da diretoria da Assojaf/RS e outros assuntos importantes
08/04/2017 PRINCIPAIS ASSUNTOS DEBATIDOS E RESOLUÇÕES DO CONSELHO DE REPRESENTANTES DA FENASSOJAF Em reunião do Conselho de Representantes, que reúne as direções das ASSOJAFS, realizada no dia 08.04.2017 na cidade de Brasília, que contou com a participação do presidente da ASSOJAF/RS, Eduardo Virtuoso, foram debatidos os seguintes assuntos: 1 – CRIAÇÃO DE SINDICATOS DE OFICIAIS DE JUSTIÇA – Após amplo debate o Conselho deliberou por não apoiar a criação de Sindicatos de Oficiais de Justiça, tendo sido emitida a seguinte nota: “CONSIDERANDO QUE AS ASSOJAFS ATENDEM AOS INTERSSES ESPECÍFICOS DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA AVALIADORES FEDERAIS, E QUE O ISOLAMENTO, NA FORMA DE SINDICATOS EXCLUSIVOS DE OFICIAIS, PODE GERAR O ENFRAQUECIMENTO DO SEGMENTO E DA CATEGORIA COMO UM TODO, A FENASSOJAF É CONTRÁRIA À CRIAÇÃO DE SINDICATOS EXCLUSIVOS DE OFICIAIS DE JUSTIÇA AVALIADORES FEDERAIS.” Recentemente foi outorgada a Carta Sindical para o SINDOJUS – DF Sindicato dos Oficiais de Justiça do Distrito Federal, que já conta com mais de 400 filiados. No dia 12.04 ocorreu uma assembleia no Rio de Janeiro, convocada para deliberar sobre a criação de um Sindicato de Oficiais de Justiça. Houve a assembleia que por um voto de diferença ( 93 x 92 ), não aprovou a criação do sindicato de Oficiais. Atualmente existem em torno de 10 (dez) sindicatos de oficiais de justiça em todo o Brasil, mas de âmbito estadual e apenas 01 ( um) sindicato de Oficiais de Justiça Federais, que é o próprio SINDOJUS-DF. 2 – TRANSFORMAÇÕES DA FENASSOJAF EM ANOJAF – Foi apresentada na reunião proposta trazida pelo presidente da AOJUSTRA-SP para transformar a FENASSOJAF em uma associação nacional, ou seja, em Associação Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais, “entidade que seria, para todos os efeitos legais, sucessora da nossa atual federação”. De acordo com a proposta “seria mais fácil a representação judicial dos Oficiais em nível nacional, tornando desnecessária a contratação de advogados pela associação regional. A ANOJAF teria uma assessoria jurídica centralizada para representar os oficiais nas ações junto aos Tribunais Superiores e na atuação nos respectivos Conselhos”. Assim, a FENASSOJAF seria transformada numa associação nacional nos moldes da ANAMATRA, “na qual os oficiais seriam ao mesmo tempo filiados à associação local e à associação nacional”. Esta é a síntese da proposta. A proposta trouxe questões para o debate, entre elas a relativa ao processo eleitoral, que prevê a eleição direta e voto eletrônico de todos os oficias filiados, bem como a escolha de “delegados em número proporcional aos associados de cada regional e não pelo critério paritário, com número de delegados igual para cada associação, como é atualmente”. Pelo estatuto atual da FENASSOJAF cada associação indica 05 delegados, independente do nº de filiados, ou seja, independentemente do porte da associação. A proposição gerou amplo debate. Para Virtuoso “tal proposta em sendo aprovada, prejudicaria as associações menores, que passariam a eleger menos delegados em contraposição as associações maiores, que possuem um maior número de filiados. Em consequência as associações menores perderiam representatividade.” Seguiram-se amplos debates pró e contra a proposta, ficando acordado que as ASSOJAFS poderão levar o assunto para conhecimento de suas bases. Dita matéria deverá ser examinada ou proposta na próxima assembleia da FENASSOJAF prevista para ocorrer durante o próximo CONOJAF. Para a ASSOJAF/RS a questão da eventual transformação da FENASSOJAF em ANOJAF deve ser examinada com muita cautela, dado as consequências que traria, como a necessidade de revisar o atual contrato do escritório jurídico da FENASSOJAF que passaria a atuar de forma mais abrangente, o que geraria maiores custos. Com o modelo atual a FENASSOJAF não tem legitimidade jurídica para ingressar em juízo em nome das ASSOJAFS. Já a ANOJAF teria. Quanto a proposição de alteração dos sistema de votação nas assembleias de paritário para proporcional é uma tema que deve ser bem analisado. Veja as propostas dá AOJUSTRA- SP. Parte I Parte II Parte III 3 – ASSUNTOS DIVERSOS/RELATOS – Seguiram-se relatos das entidades. Em Alagoas o presidente da ASSOJAF demonstrou preocupação com a possível extinção da Central de Mandados da Justiça do Trabalho o que já ocorreu com a Justiça Federal. Em Pernambuco os colegas da Justiça Federal continuam elaborando relatórios sócio-econômicos. De um modo geral todas as associações demonstraram preocupação com a não nomeação de oficiais nas hipóteses de aposentadoria o que vem gerando excesso de trabalho nas centrais das capitais e no interior. 4 – RELATÓRIOS MENSAL DE DILIGÊNCIAS – Foi informado que na próxima seção do CSJT prevista para 28.04.deverá ser pautado o requerimento da FENASSOJAF visando a extinção do relatório mensal exigido para percepção da Indenização de Transporte na JT, matéria que não foi apreciado na última seção do Conselho. _________________________________________________________ 8 e 9/04/2017 OFICIAL DE JUSTIÇA FOI AFASTADO DA DIREÇÃO DA FENAJUFE O oficial de justiça Gerardo Alves Lima Filho, presidente da AOJUS/DF, lotado no TJDF, coordenador da FENAJUFE, foi afastado da direção desta na reunião ampliada realizada nos dias 08 e 09.04.2017 na sede da Federação. A decisão revoltou Oficiais de Justiça de todo o Brasil bem como servidores ocupantes de outros cargos do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União. Vários sindicatos e associações de todo o país emitiram nota a favor de Gerardo e contra a decisão da FENAJUFE. A ASSOJAF/RS desde o início posicionou-se a favor do Gerardo e subscreveu junto com associações de todo o Brasil CARTA ABERTA, dirigida a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e MPU em protesto contra a decisão arbitrária e exigindo a anulação do ato. A FENASSOJAF, após amplo debate interno sobre o episódio, manifestou-se requerendo que “FENAJUFE” apure os fatos com a brevidade e seriedade que o momento pede, conduzindo o processo com a devida transparência e legalidade merecida por todos os servidores do Judiciário Federal” Gerardo continua afastado e certamente tomará as medidas cabíveis que o caso requer. Leia a carta aberta subscrita pela ASSOJAF/RS junto com outras entidades e a nota da FENASSOJAF. (Confira a nota da Assojaf/RS) . Leia agora abaixo a nota da Fenassojaf: “A Fenassojaf, que tinha seu Conselho de Representantes reunido
Comemoração dos 30 anos de ASSOJAF/RS
Prezados associados: Neste ano nossa entidade completará 30 anos de existência. Para marcar a data, durante o ano utilizaremos o selo comemorativo da data elaborado por nossa assessoria de comunicação. (Tríplice Assessoria de Comunicação) Neste ano pretendemos realizar alguns eventos, entre eles: um CICLO DE PALESTRAS. A primeira palestra será realizada no dia 19.04.2017, às 19 horas, na sede da ASSOJAF/RS, a ser proferida pelo juiz Rodrigo Trindade cujo tema é A REFORMA TRABALHISTA. Há necessidade de confirmar presença até o dia 18.04.2017. Opcionalmente poderá ser entregue um quilo de alimento não perecível para participar da palestra. Os mantimentos serão destinados a uma instituição de caridade. * * Estamos estudando um meio de transmitir para o interior via Facebook. Contamos com sua presença. A DIREÇÃO.
É amanhã!
Temos que prestigiar esse ato e apoiar a Instituição, que está sofrendo diariamente ataques. A ASSOJAF/RS estará presente. Contamos com a presença de todos! O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) convida a todos para o Ato Público em Defesa da Justiça do Trabalho. O evento acontecerá no dia 31 de março, às 11h, no Foro Trabalhista de Porto Alegre (Av. Praia de Belas, nº 1.432, bairro Menino Deus). A expectativa é reunir magistrados, servidores, procuradores, advogados, peritos, representantes de entidades de classe, trabalhadores, empregadores e demais cidadãos que defendem a existência da Justiça Trabalhista no país. O ato será realizado por todos os TRTs na mesma data. O objetivo é chamar a atenção da sociedade para os relevantes serviços prestados pela Justiça do Trabalho, instituição que pacifica greves e equilibra a relação entre capital e trabalho, garantindo direitos sociais em sintonia com a necessária preservação da atividade econômica. O ato também pretende alertar para a constante ameaça de fragilização da Justiça do Trabalho e dos direitos sociais. O TRT-RS conta com sua presença e apoio! Junte-se a nós e participe!
Homenagem aos oficiais de justiça – Dia do Oficial de Justiça
Música- Despejo da Favela- Adoniram Barbosa http://www.youtube.com/watch?v=B89vCoK81MQ&list=RDB89vCoK81MQ Escutei emocionado esta música do imortal Adoniram Barbosa. Nosso dia a dia reflete o que está na letra. Os mais humildes não discutem. O despejo tem que ser efetuado, a imissão na posse tem que ser cumprida. Sim, ordem judicial tem que ser cumprida, mas nem sempre, sabemos. Lembrem o caso do senador alagoano. Não o Teotônio Vilela. O outro. O cidadão comum, se é que podemos utilizar este termo, respeita o oficial. Vê na figura do oficial um símbolo, a presença do Estado. A letra também traz a tona outra faceta, ou seja, a obrigação de ter que executar um ato com muitas consequências, muitas vezes com a qual o oficial não concorda. Mas cumpre, só, com fé e coragem. Esta é a nossa rotina. Estamos sujeitos e expostos as mais variadas situações, a pressões, riscos, o que o compositor bem identificou. Em nome da Diretoria da ASSOJAF, felicito a todos pelo dia Nacional do Oficial de Justiça a transcorrer no dia 25.03. EDUARDO VIRTUOSO Presidente
ARTIGO- Hoje vamos falar sobre estresse e seus sintomas
Leia abaixo o artigo da Dra. Janaína Goulard/ Psicóloga e conveniada da ASSOJAF/RS Sabe-se que nos últimos anos, o nível de estresse da população tem aumentado significativamente. Aliás, o termo estresse é muito utilizado para justificar diferentes problemas, tanto físicos, quanto emocionais. Mas você sabe o que significa o termo “estresse”? Existem diferentes conceitos, mas podemos definir como um esforço de adaptação realizado pelo organismo para enfrentar situações consideradas ameaçadoras à vida e ao seu equilíbrio. Ou seja, é uma reação do organismo, com componentes físicos e/ou psicológicos, causada pelas alterações psicofisiológicas que ocorrem quando a pessoa se confronta com uma situação que, de um modo ou de outro, a irrite, amedronte, excite ou confunda, ou mesmo que a faça feliz (Lipp, 1995). Ou seja, situações consideradas importantes (como por exemplo uma promoção no emprego), podem ser consideradas como fatores estressantes, desde que traga prejuízo ao sujeito em suas atividades cotidianas. Não existe um único fator relacionado ao estresse. Cada pessoa reage e interpreta os fatos de sua vida de forma peculiar. No entanto, a literatura classifica os estressores (desencadeador do estresse) em três categorias, conforme segue: (1) Físicos: relacionados ao ambiente externo tais como ruídos, frio ou calor intenso e/ou persistente, acidentes, fome, dor, etc., ou ainda os que interferem no corpo do indivíduo, tais como excesso de exercícios físicos, alimentação pesada, utilização de drogas, etc.; (2) Cognitivos: são avaliados como ameaçadores à integridade do indivíduo ou a seu patrimônio (físico ou psicossocial), como por exemplo a eminência ou a vivência de um assalto, envolvimento em uma discussão, seleção a um emprego, provas, etc.; e (3) Emocionais: Sentimentos como perda, medo, raiva, entre outros, ou eventos importantes como casamento, divórcio, mudanças (de casa, escola, cidade, trabalho, etc.), em que o componente afetivo se faz mais proeminente. Os principais sintomas relacionados ao estresse são: ansiedade, cefaleia, tristeza, raiva, dores abdominais, dificuldade de concentração, dor no peito, esquecimento, insônia, retraimento social, dentre outros. As consequências dos referidos sintomas refletem tanto fisicamente (como por exemplo no desenvolvimento de acne, gastrite, aumento da pressão arterial), como emocionalmente (aumento de sintomatologia depressiva e/ou ansiosa). Vale a ressalva de que neste artigo buscamos explanar os principais sintomas e consequências do estresse, podendo haver a presença de outros sintomas, dependendo do caso. Chamamos de estresse ocupacional o momento em que o colaborador percebe seu ambiente de trabalho como ameaçador. Ocorrem uma série de mudanças, que podem ser observadas pelos colegas e/ou chefia, como, por exemplo: cansaço, irritabilidade, diminuição na qualidade do trabalho, indecisão, fraco julgamento, rebaixamento do humor, aumento na frequência de cefaleia, dores de estômago, náuseas e dores constantes, nervosismo ou demonstração de infelicidade, aumento de baixas médicas, mudança nos hábitos e padrões de trabalho, dentre outros. As consequências do estresse podem ocasionar, além de desenvolvimento de problemas de saúde (físicos ou psíquicos), o afastamento das atividades laborais por licença médica, além de aumento do risco de acidentes de trabalho e desligamento. Estima-se que 70% dos acidentes de trabalho são provocados pelo estresse, devido à falta de atenção, cansaço e desmotivação. Pensando nas consequências que o estresse traz para a vida das pessoas, trazemos algumas dicas de hábitos para auxiliar na qualidade de vida e na manutenção do estresse: Pratique exercícios físicos: é comprovado que os exercícios físicos auxiliam na sensação de bem-estar. 30 minutos diários já são o suficiente; Organize sua rotina: a organização de horários das atividades diárias diminui a sensação de pressão e cobrança para execução de tarefas; Tenha um hobby: seja a prática de um esporte, artesanato ou qualquer outra atividade que traga bem-estar; Mantenha o seu senso de humor. Isto inclui a capacidade de rir de si mesmo; Aprenda a identificar os seus limites, aceitando as limitações próprias e das situações estressantes; Dedique um tempo para ficar próximo de amigos e familiares. O mais importante é a qualidade, não a quantidade de tempo. Busque relaxar, seja por meio de práticas como yoga, meditação ou mindfulness. O processo de relaxamento auxilia no estabelecimento do foco, reduzindo por consequência o estresse. Em caso de maiores dificuldades, consulte um psicólogo. Janaína Goulart- Psicóloga CRP 07/23158 Confira abaixo a matéria sobre o convênio de Atendimento Psicológico da ASSOJAF/RS: http://bit.ly/26UdgbZ